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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vodú




O Vodú é uma religião caribena misturada com religiões africanas tradicionais e santeria católica cristã.
Originalmente associada a Haiti também é uma expressão espiritual forte na Jamaica e em São Domingos.
Vodu é uma palavra nigeriana que significa divindade ou espírito.
Pode escrever-se de variadas formas : Vodu, Vodú, Vudu, Vodun, Voudu, hoodoo, e mais..

O vodu está dominado pela crença nos loas, também chamados de mysteres, espíritos da terra, do ar, do fogo, da água e dos ancestrais.
Os seguidores do vodu acreditam que Deus, Le Gran Maitre, é elevado demais para se preocupar com questões mundanas como a vida na terra, e assim os loas agem como seus intermediários em questões humanas.

No vodu o ser humano é tido como sendo composto de cinco partes:
•  Corps cadavre
•  N'âme,
•  Z'etoile
•  Gros bon ange
•  Ti bon ange

Corps Cadavre refere-se à carne mortal, o corpo humano.
N'âme é a energia vital que permite o corpo funcionar durante a vida, sendo correlato ao chi oriental.
Z'etoile refere-se `a estrela do destino de determinado indivíduo, é aquele eu-amahã para onde diariamente todos caminhamos.
Gros bom ange ( literalmente “grande anjo bom”) e Ti bon ange ( “pequeno anjo bom”) constituem, por assim dizer, a alma do indivíduo.

O Gros bon ange entra nos seres humanos durante a concepção. É uma porção da energia universal, a condição de consciência que todos os humanos têm.
O ti bon ange, pelo contrário, é a alma ou essência do indivíduo que se constrói durante a vida, ou seja, a sua personalidade.
É esta  “pequena alma” que viaja para fora do corpo durante os sonhos, assim como também quando o corpo está sendo possuído por um loa.


A possessão é parte importante e algo extremamente desejável no contexto vodu.
Um provérbio haitinano diz: “cristãos vão à igreja para falar com Deus, nós vamos ao hounfort (templo vodu) para nos transformarmos nele.”
Os loa apossam-se de uma pessoa viva, acto conhecido como “montar o cavalo”.

Esta crença esta tão enraizada no povo haitiano que faz parte até de seu processo de independência. Durante a guerra contra a França, os bokor (feiticeiros vodu) realizavam rituais no qual os soldados eram possuídos pelos mais poderosos e guerreiros Loas.
Quem lutou contra os franceses não foram humanos, dizem os haitianos, mas semi-deuses. Verdade ou não, dotados desta convicção os haitianos lutaram ao ponto de libertar o seu pais.

O que torna o vodu único entre as religiões caribenas são as crenças vinculadas ao lado mais obscuro da natureza humana. Isso reflecte-se nos "Petro Loa ",  poderosos espíritos vingativos portadores de doenças que só prestam ajuda mediante uma promessa de serviços e vingam-se violentamente se ela não é cumprida.
Este é o chamado “trabalho da mão esquerda” praticado por seitas surgidas de diversas comunidades vodu. Essas seitas surgem sob o mais estrito segredo .
 

Dentre as seitas as mais temidas estão o Bizango e o Cochon Grisr.
Nas regiões mais remotas do Haiti, o vodu é muito poderoso, de modo a que a força estatal constituída ser praticamente irrelevante.


Nomes e Graus dos Níveis Iniciatórios do Vodu :

Há uma série de níveis iniciáticos no vodu ortodoxo, que são atingidos sequencialmente conforme o indivíduo cresce em conhecimento e permanência na comunidade vodunista. Todos os graus de iniciação estão abertos tanto para os homens como para as mulheres.
Uma pessoa não iniciada que frequenta as cerimónias, recebe aconselhamento e tratamento medicinal do houngan ou da mambo ( sacerdotiza ) e toma parte nas actividades do vodu é normalmente chamada de vodunista.
Um não iniciado que está associado a um peristilo em particular, frequenta as cerimónias regularmente e aparenta estar sendo preparado para a iniciação é classificado como hounsi bossale.
Hounsi . é da linguagem Fon dos Dahome e significa noiva do espírito , embora o termo no Haiti seja utilizado para homens e mulheres. Bossale significa selvagem ou indomado , no sentido de um cavalo selvagem.

O primeiro grau de iniciação confere o título de hounsi kanzo.
Kanzo, também do Fon, refere-se ao fogo, e a cerimónia do fogo, também chamada de Kanzo, empresta o seu nome a todo o ciclo iniciático.
Indivíduos que são kanzo podem ser comparados a baptizados numa seita cristã.
Numa cerimónia vodu, os hounsi kanzo vestem-se com uma roupagem branca, formam o coro e são prováveis candidatos de possessão pelos loa.

O segundo grau é chamado de si puen, sur point em francês, isto é, no ponto , sobre o ponto .
Este termo refere-se ao facto de que o iniciado passa por cerimónias no ponto ou apadrinhado por um loa em particular. Essa pessoa é então considerada um houngan ou uma mambo e é-lhes permitido o uso do asson, sagrado chocalho emblema do sacerdócio.
Indivíduos que são si puen , podem ser comparados a pastores de seitas cristãs.
Numa cerimónia eles conduzem orações, cânticos e rituais e são candidatos quase inevitáveis para possessão. Uma vez iniciados como sur point eles podem realizar iniciações de hounsi kanzo e de si puen.

O terceiro e último grau de iniciação é o asogwe.
Houngans e mambos asogwe podem ser comparados aos bispos das seitas cristãs, pois podem consagrar outros sacerdotes.
Indivíduos que são asogwe podem iniciar outros em kanzo, si puen e em asogwe.
Eles são também o último recurso quando a presença de um loa específico é requerida. É dito que um asogwe tem o asson , referindo-se à capacidade do asogwe de conferir um outro iniciado com o asson, elevando então o grau deste a asogwe.

domingo, 5 de junho de 2011

CONHECENDO A GOETIA E OS 72 ESPIRITOS (15 ELIGOS, 16 ZEPAR, 17 BOTIS)

15 Eligos

O décimo quinto espírito em ordem é Eligos, Eligor ou Abigor, um grande duque, e se manifesta sob a forma de um cavaleiro gentil, carregando um lança, uma Insígnia, e uma serpente. Ele conhece coisas escondidas, e coisas que ainda não chegaram a acontecer; e sobre as guerras, e como os soldados se organizam. Ele causa o amor dos senhores e de pessoas de posição. Ele governa 60 legiões.

Selo de Eligos




16 ZEPAR

Zepar é um grande duque, e aparece. Aparelhado com armas antigas, como um Soldado. Seu encargo é fazer com que as mulheres amem os homens e fiquem junto destes por amor. Ele também pode faze-las estéril. Governa 26 legiões de espíritos inferiores.

Selo de Zepar



17 BOTIS

O décimo sétimo espírito é Botis, um grande presidente, e um Conde. Ele aparece primeiramente sob a forma de uma terrível víbora, e sob o comando do magista ele toma forma humana, tendo, contudo dentes enormes, chifres e portando uma espada afiada nas mãos. Ele revela todas as coisas passadas e futuras e reconcilia amigos e adversários. Comanda 60 legiões.

Selo de Botis

OBSCENE EXTREME

FILMES GORE!!!

                                

1. Subconscious Cruelty (Canada, 1999): Escrever uma sinopse para “esta coisa” é tão dificil quanto assistí-lo. Filme blasfemo, surreal e atmosférico, uma viagem aos abismos da mente e a capacidade de crueldade de todo ser humano. Imagens dilacerantes, chocantes de evocações malignas, assassinatos de bebês, sacrifícios cristãos, órgãos devorados, perversão sexual explícita, tudo saído direto da mente de um canadense insano (o diretor Karim Hussain), que fez um dos longas mais bizarros e polêmicos de todos os tempos. Censurado e banido em quase todos os países onde foi exibido, possui uma aura de misticismo ao seu redor de fazer inveja a O Exorcista.

Begotten



2. Begotten (EUA, 1990): Obra de arte revolucinária ou pretensão verborrágica de uma mente profana? Filmado com película em 16mm reversível, própria para slides, a obra do diretor, dramaturgo, poeta e pintor Edmund Elias Merhige é um radical experimento artístico, capaz de fascinar ou irritar. São 78 longos minutos de imagens sombrias e perturbadoras com direito a tripas escorrendo, sexo oral explícito, auto-flagelação, estupro e muuuita blasfemia. Religiosos devem passar longe deste longa que traz personagens com nomes altamente simbólicos como “Deus Suicidando”, “Mãe Terra” e “Carne Sobre Ossos”. Seja abordado por entusiastas ou detratores, algo é certo: é impossível considerá-lo um trabalho vulgar. Talvez o mais facilmente digerível desta lista, é também um dos mais doentios e inovadores filmes jamais realizados.

Nekromantik



3. Nekromantic (Alemanha, 1987): Sujeito que trabalha no resgate de corpos mutilados rouba cadáveres para fazer sexo com os defuntos. Sua esposa vive com ele uma rotina de contato com órgãos humanos em decomposição numa aparente harmonia que culmina até em um absurdo “menage à trois”. Crueldade com animais, auto-mutilação e muita insanidade permeiam o filme do inicio ao final. O diretor Jorg Buttgereit conseguiu ser banido e até processado em vários paises por causa desta sua obra. O filme ficou em um limbo underground por muitos anos até ressurgir no final dos anos 1990 com seu lançamento em DVD onde agaranhou um novo séquito de admiradores.

Antropophagus



 
4. Antropophagus (Itália, 1980): Este seria apenas mais um horror de quinta categoria não trouxesse uma cena absurda onde um lunático canibal traça à mordidas um feto humano ainda com o cordão umbilical ligado a mãe que foi forçada a abortar. O diretor italiano Joe D’Amato conhecido por seus filmes sangrentos e pornôs de todo tipo foi perseguido e acusado de usar um feto humano real na cena. Apesar de ter sido comprovado tratar-se de efeitos de maquiagem com um coelho sem pele, D’Amato acabou adquirindo uma grande aura marginal, quase de um criminoso insensível e cruel. A fita, que segue a risca a cartilha dos slasher movies onde os personagens vão morrendo um a um, teve uma refilmagem em 1999 pelo diretor alemão Andreas Schnaas com violência quintuplicada.

 
Aftermath


5. Aftermath (Espanha, 1994): Dois legistas estão trabalhando em um necrotério. Um deles encara o serviço como algo corriqueiro, já o olhar do segundo sinaliza algo errado. Assim que ele se encontra sozinho na gélida sala de autópsia, a podreira tem inicio com o estupro de um cadáver semi-destroçado. O uso excessivo de fades pode desagradar alguns, mas funciona na proposta estética do espanhol Nacho Cerdà em representar a morte com um constante jogo de brutalidade e beleza. Assim como The Awakening, seu primeiro curta sobre necrofilia, Aftermath não possui um único diálogo. O cineasta rodou a carnificina com takes longos, câmeras contemplativas e apenas Mozart na trilha sonora.





Singapore Sling



6. Singapore Sling (Grécia, 1990): Homem sem nome (mais tarde apelidado de Singapore Sling) sai em busca de sua esposa misteriosamente desaparecida e vai parar numa casa onde duas mulheres (mãe e filha) o obrigam a participar de jogos de tortura sexual. Absurdo, demente, violento, depravado e fetichista, não necessariamente nesta ordem. O longa do grego Nikos Nikolaidis é um prato cheio para quem gosta de cinema extremo e pensa que já viu de tudo nesta vida.




Thriller: A Cruel Picture


7. Thriller: A Cruel Picture (Suécia, 1974): Cenas de sexo explícito, violência grosseira, consumo de drogas, uma trama absurda e figurinos pra lá de escabrosos são alguns dos ingredientes deste longa dirigido pelo sueco Bo Arne Vibenius, um colaborador frequente do mestre Ingmar Bergman que largou os filmes de arte para abraçar o mundo dos exploitation. Na trama, uma garota muda é seduzida por um malandro que a introduz no mundo das drogas pesadas e, em seguida, a obriga se prostituir. No primeiro programa, ele discute com o cliente e o cafetão lhe rasga o olho. A cena é famosa e foi realizada com o uso de um cadáver. Quem assistiu ao curta Um Cão Andaluz de Luiz Buñuel vai fazer a óbvia ligação. Depois de sofrer mais uma dezena de maus-tratos que me recuso a enumerar, a protagonista decide dar um basta em tanta humilhação. Ela faz aulas de karatê, tiro e perseguição automobilística arquitetando a vingança contra seus algozes. Tarantino declarou que inspirou-se em Thriller (também conhecido como They Call Her One Eye) para fazer o seu Kill Bill.







sexta-feira, 22 de abril de 2011

A CHAVE MENOR DE SALOMÃO (GOETIA) PARTE II

Livros

A Chave Menor de Salomão, é dividido em cinco partes.


Variante do círculo e triângulo de Aleister Crowley, usado na evocação dos setenta e dois espíritos do Ars Goetia

Ars Goetia
A primeira seção, chamada Ars Goetia, contém descrições dos setenta e dois demônios que Salomão teria evocado e confinado em um vaso de bronze selado com símbolos mágicos, e que ele fosse obrigado a trabalhar para ele. Ele dá instruções sobre a construção de um vaso de bronze semelhante, e usando a fórmula mágica para a segurança apropriada a fim de chamar os demônios.
Trata-se da evocação de todas as classes de espíritos maus, indiferentes e bons, seus ritos de abertura são os de Paimon, Orias, Astaroth e toda a corte do Inferno. A segunda parte, ou Theurgia Goetia, é partilha com os espíritos dos pontos cardeais e seus inferiores. Estas são as naturezas mistas, algumas boas e outras más.[1]
O Ars Goetia, atribui uma posição e um título de nobreza para cada membro da hierarquia infernal, e dá aos'demônios', sinais que têm de pagar fidelidade ", ou selos. As listas de entidades na Ars Goetia, correspondem (mas a alto grau variável, geralmente de acordo com a edição) com os da Steganographia de Trithemius, circa 1500, e da Pseudomonarchia Daemonum de Johann Weyer, um anexo que aparece em edições posteriores de Praestigiis Daemonum, de 1563.
A edição revisada do Inglês Ars Goetia foi publicado em 1904 pelo mágico Aleister Crowley, como o livro da Goetia do Rei Salomão. Ele serve como um componente-chave do seu sistema popular e influente de magia.
 
Ars Theurgia GoetiaO Ars Goetia Theurgia ("a arte da Teurgia Goética"), é a segunda seção da Chave Menor de Salomão. Ele explica os nomes, as características e os selos dos 31 espíritos aéreos (chamados de Chefes, Imperadores, Reis e Príncipes), que o Rei Salomão invocou e confinou. Também explica as proteções contra elas, os nomes dos espíritos e seus servos, a maneira de como invocá-los, e sua natureza, que é o bem e o mal.
Seu único objetivo é descobrir e mostrar coisas escondidas, os segredos de qualquer pessoa, obter, transportar e fazer qualquer coisa perguntando-lhes. No enquanto, eles estão contidos em qualquer um dos quatro elementos (terra, fogo, ar e água). Esses espíritos, são caracterizados em uma ordem complexa no livro, e alguns deles, a sua ortografia têm variações de acordo com as diferentes edições.
 
Ars Paulina
O Ars Paulina ("a arte de Paulo"), é a terceira parte da Chave Menor de Salomão. Segundo a lenda, esta arte foi descoberta pelo Apóstolo Paulo, mas no livro, é mencionado como a arte de Paulo do Rei Salomão. O Ars Paulina, já era conhecido desde a Idade Média e é dividido em dois capítulos deste livro.
O primeiro capítulo, refere-se sobre como lidar com os anjos das diversas horas do dia (ou seja, dia e noite), para os seus selos, sua natureza, os seus agentes (chamados de Duques), a relação desses anjos com os sete planetas conhecidos na naquela época, os aspetos astrológicos adequados para invocá-los, o seu nome (em alguns casos coincidindo com os dos setenta e dois demônios mencionados na Ars Goetia, a conjuração e a invocação de chamá-los, na Mesa da prática.
A segunda parte, refere-se aos anjos que governam sobre os signos do zodíaco e cada grau de cada signo, a sua relação com os quatro elementos, Fogo, Terra, Água e Ar, seus nomes e seus selos. Estes são chamados aqui como os anjos dos homens, porque todas as pessoas que nascem sob um signo zodiacal, com o Sol em um grau específico dele.
Ars AlmadelO Ars Almadel ("a arte de Almadel"), é a quarta parte da Chave Menor de Salomão. Ela nos diz como fazer a Almadel, que é um tablete de cera com símbolos de proteção nele traçadas. Nela, são colocadas quatro velas. Este capítulo tem as instruções sobre as cores, materiais e rituais necessários para a construção do Almadel e as velas.
O Ars Almadel, também fala sobre os anjos que estão a ser invocados e explica apenas as coisas que são necessárias e que devem ser feitas a eles, e como a conjuração tem que ser feito. Também menciona doze príncipes reinantes com eles. As datas e os aspectos astrológicos, tem que ser considerado mais convenientes para invocar os anjos, são detalhadas, mas resumidamente.
O autor afirma ter experimentado o que é explicado neste capítulo.
Ars Notoria
O Ars Notoria ("a arte Notável"), é a quinta e última parte da Chave Menor de Salomão. Foi um grimório conhecido desde a Idade Média. O livro afirma que esta arte foi revelada pelo Criador para o Rei Salomão, por meio de um anjo.
Ele contém uma coleção de orações (alguns deles dividido em várias partes), misturado com palavras cabalísticas e mágicas em várias línguas (ou seja, hebraico, grego, etc), como a oração deve ser dito, e a relação que estes rituais têm a compreensão de todas as ciências. Menciona os aspectos da Lua em relação com as orações. Diz também, que o ato de orar, é como uma invocação aos anjos de Deus. Segundo o livro, a grafia correta das orações, dá o conhecimento da ciência relacionados com cada um e também, uma boa memória, a estabilidade da mente, e a eloquência. Este capítulo, previne sobre os preceitos que devem ser observados para obter um bom resultado.
Finalmente, ele conta como o Rei Salomão recebeu a revelação do anjo.
 
 

A CHAVE MENOR DE SALOMÃO (GOETIA) PARTE I

História
Surgiu no século XVII, mas muito foi retirado de textos do século XVI, incluindo o Pseudomonarchia Daemonum. É provável que os livros da Cabala judaica e dos místicos muçulmanos também foram inspirações. Alguns dos materiais na primeira seção, relativas à convocação de demônios, datam do século XIV ou mais cedo.
O livro alega que ela foi originalmente escrita pelo Rei Salomão, embora isto não seja provável. Os títulos de nobreza atribuídos à demônios eram desconhecidos no tempo de Salomão. A Chave Menor de Salomão contém descrições detalhadas dos espíritos e as condições necessárias para invocá-los e obrigá-los a fazer a própria vontade. Ela detalha os sinais e rituais a serem realizados, as ações necessárias para prevenir os espíritos de terem controle, os preparativos que antecedem as invocações, e instruções sobre como fazer os instrumentos necessários para a execução destes rituais. Os vários exemplares existentes variam consideravelmente nas grafias dos nomes dos espíritos. Edições contemporâneas estão amplamente disponíveis na imprensa e na Internet.
The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King de 1904 é uma tradução do texto por Samuel Mathers e Aleister Crowley. É essencialmente um manual que pretende dar instruções para a convocação de 72 diferentes espíritos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CONHECENDO A GOETIA E OS 72 ESPIRITOS (12. SITRI, 13. BELETH, 14. LARAJE)

12 O décimo segundo espírito é Sitri ou Bitru. É um príncipe e manifesta-se no início com asas de Grifo e cabeça de leopardo, mas após o comando do mestre e do Exorcismo ele toma forma humana, até mesmo agradável. Ele inflama homens e mulheres em amor; e os obriga a mostrarem-se despidos se assim for desejado. Ele comanda 60 legiões de espíritos.

DESCRIÇÃO

SYTRY aka SITRI AKA do Egito DEUS SET, Seth, Sethi, Senta, Sut, Sutekh.
Zodiaco: 25-29 graus de Touro Mai. 15.-20. Tarot: 7 de Pentacles Planeta: Saturno Cor da Vela: Vermelha Planta: Hyacinth Metal: Chumbo Elemento: Terra Rank: Príncipe

Selo de Sitri

Imagem:Sitri2.JPG


13 O décimo terceiro espírito é chamado Beleth, Bileth, Bilet ou Byleth. É um rei poderoso e terrível. Ele parece um cavalo pálido cercado de trombetas e outros tipos dos instrumentos musicais. Tem no principio uma aparência furiosa; para muda-lo deve-se tomar de um bastão de avelã em sua mão, golpeando para os quartos sul e leste, traçando um triângulo, sem o Circulo, e comanda-lo então o obrigando pelo laço e cargo de espíritos que daqui por diante o acompanharão. E se ele não adentrar no triângulo, pelas ameaças, nem pelo recitar das ligações e os encantos, então se deve rende-lo em obediência e obriga-lo a vir, através do que é dito no Exorcismo. Contudo deve recebê-lo gentilmente porque é um grande rei, e homenageá-lo, como se faz diante dos os reis e dos príncipes. E com um anel de prata no dedo médio da mão esquerda mantida de encontro ao seu rosto, como eles fazem diante de AMAYMON. Beleth causa todo tipo de amor que pode haver entre homens e mulheres. É da ordem das potências, e governa 85 legiões de espíritos.

DESCRIÇÃO

Zodiaco: 0 - 4 graus de Gêmeos 21.-25. Maio. Tarot Card: 8 de Espadas Planeta: Mercúrio Metal: Mercúrio Elemento AR Cor da Vela: vermelho Planta: Endro Rank: Duque
Beleth é um Demônio do Dia e rege mais de 85 legiões de espíritos. Ela é da Ordem dos Poderes Beleth traz o espírito de amor entre homens e mulheres. Ela é um favorito de donzelas que aguardam uma proposta.

Selos de Beleth

Imagem:Beleth2.JPG
ou
Imagem:Beleth3.JPG


14
O décimo quarto espírito é chamado Leraje, Leraye ou Leraie. É um Marques de grande potência, mostrando-se qual um Arqueiro de manto verde, e carregando uma funda e uma aljava. Ele causa grandes batalhas e disputas; e traz a putrefação pelo ferimento que é feito com as setas por Arqueiros. Está sob os auspícios de Sagitário. Governa 30 legiões de espíritos.

Selos de Leraie

Imagem:Leraie2.JPG
ou
Imagem:Leraie3.JPG